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29 de junho de 2011 04:14

A ciência da busca por extraterrestres

Por Michelson Borges

Cientistas russos recentemente fizeram declarações que mais parecem profecias – e foram ouvidos. Segundo Andrei Finkelstein, diretor do Instituto de Astronomia Aplicada da Academia Russa de Ciências, “a criação da vida é tão inevitável quanto a formação dos átomos. A vida existe em outros planetas e vamos encontrá-la em até 20 anos”. As opiniões de Finkelstein repercutiram na mídia e a Folha de S. Paulo informou que, segundo o astrônomo, 10% dos planetas conhecidos que orbitam em torno de sóis na galáxia se assemelham à Terra. Para Finkelstein, se for possível encontrar água nesses planetas, também se poderá encontrar vida. E mais: os alienígenas tenderiam a se parecer com os humanos, com dois braços, duas pernas e uma cabeça! “Eles poderiam ter pele de cores diferentes, mas até nós somos assim”, completou o cientista. 

Outros cientistas defendem a criação de uma agência especial da ONU para lidar com eventuais contatos com seres de outros planetas. Traduzindo: “Vamos gastar dinheiro antes de termos qualquer evidência de vida em outros planetas.” Os cientistas querem ver um “processo adequado baseado em conselhos de peritos sérios e responsáveis”, mas temem “interesses e oportunismo”, num caso de contato com extraterrestres, segundo a revista científica Philosophical Transactions da Royal Society, citada num artigo do jornal britânico The Guardian. “As Nações Unidas já têm um fórum ideal para lidar com a questão: o Comité para Utilização Pacífica do Espaço (Copuos)”, acrescenta o artigo. 

O astrônomo Seth Shostak, que trabalha no Search for Extraterrestrial Intelligence Institute (Seti, em inglês), na Califórnia, tem opinião um pouco diferente da de seu colega russo. Num artigo publicado na revista Acta Astronautica, ele defende que, em vez de procurar por sinais biológicos de vida alienígena, os cientistas deveriam buscar indícios de inteligência artificial. “Alguns cientistas do Seti argumentam que, em outros planetas, a vida pode ter-se desenvolvido seguindo padrões químicos e biológicos completamente distintos dos encontrados na Terra”, informa o site Inovação Tecnológica. No entanto, para pesquisadores como Finkelstein, algumas leis da bioquímica seriam universais, e os extraterrestres teriam um ciclo de vida semelhante ao humano, com nascimento, procriação e morte. Para essa corrente, também haveria evolução de espécies entre os extraterrestres, exatamente como creem que acontece com a vida na Terra.

Quando pesquisadores criacionistas falam da possibilidade de ser encontrada a arca de Noé (ou parte dela) e fósseis de seres humanos de grande porte (ou mesmo quando sugerem que homens possam ter convivido com dinossauros), são tratados como loucos e lhes é negado espaço na grande imprensa. Verbas para pesquisa, então, nem pensar! Mas cientistas darwinistas para quem a vida com toda a sua complexidade específica pode pipocar por aí, alhures no Universo, quando fazem suas “profecias” ufológicas, recebem financiamento, apoio e ganham espaço na imprensa. 

Não existem evidências concretas de que se possam detectar indícios de seres inteligentes fora da Terra (ou mesmo de que esses seres existam). No entanto, gastam-se consideráveis somas de dinheiro e tempo nessa linha de pesquisa. Ironicamente, quando alguns cientistas propõem que basta observar a complexidade da vida “debaixo de nosso nariz” para perceber que há, de fato, evidências de inteligência planejadora na criação, os naturalistas fazem careta e dizem que isso não é ciência, é “religião”. Vai entender essa parcialidade toda… A astrobiologia, que não tem objeto de estudo e não encontrou nada em mais de 50 anos de pesquisas, é considerada ciência; o design inteligente e o criacionismo são vistos como dogmas. Tudo para não admitir o óbvio: que as evidências da existência de vida inteligente fora da Terra (na verdade, as evidências da existência do Doador da vida) estão bem aqui, na Terra. 

Finalmente, note até onde podem ir as suposições darwinistas dos cientistas: além de os ETs imaginários terem ciclo de vida semelhante ao nosso, “também haveria evolução de espécies entre os extraterrestres, exatamente como acontece com a vida na Terra”. É muita fé! 

Michelson Borges

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