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19 de outubro de 2011 10:33

Energia misteriosa estaria expandindo o Universo

Por Michelson Borges

Os cientistas norte-americanos Saul Perlmutter, Adam Riess e Brian Schmidt queriam, com suas pesquisas, comprovar a tese de que o Universo estaria desacelerando em sua expansão. No entanto, com base nos dados obtidos, tiveram duas surpresas: a primeira foi a conclusão de que, na verdade, o Universo estaria acelerando em sua expansão, e a segunda foi a premiação com o Nobel de Física de 2011, graças justamente à descoberta que eles não esperavam fazer.

Os estudos do trio se basearam na observação da luz de supernovas – explosões que marcam o “fim da vida” (para usar um conceito antropológico) de estrelas muito massivas. Pesquisas sobre a expansão do Universo são feitas há um bom tempo e evidências razoavelmente confiáveis (se é que são bem interpretadas) desse fenômeno existem desde a década de 1920. A descoberta de Perlmutter, Riess e Schmidt leva a crer que 95% da energia estimada no Universo não tem origem conhecida. Ocorre que, se o Universo realmente está crescendo ou se expandindo, ele precisa ter energia para isso. A questão é: De onde vem e onde está essa energia? Os astrônomos acreditavam que energia viria somente de objetos como estrelas, planetas, seres humanos e árvores. Mas, se isso fosse verdade, a gravidade desses materiais faria o Universo frear e não crescer tão rápido.

Para o comitê de premiação do Nobel, as pesquisas realizadas pelos cientistas também mostram como estão corretas equações da teoria da relatividade geral, a principal teoria desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein, em 1915.

 

A tal “energia escura” (possível explicação para a expansão) ainda não foi detectada, no entanto, os cientistas acreditam que a maior parte do Universo possa ser formada por ela. Como chegaram a essa conclusão? Pelos efeitos indiretos dessa suposta energia misteriosa. Se o Universo está se expandindo de forma acelerada, algo ou alguma coisa deve estar anulado o efeito gravitacional que tenderia a causar o big crunch ou o hipotético colapso do Universo. Na verdade, se o Universo teve mesmo um começo (e a teoria do big bang, ainda que passível de contestações, de certa forma aponta para isso), é necessário que se busque uma causa para isso, afinal, tudo o que tem um começo precisa de uma causa. O Universo não pode ser a causa dele mesmo, ou, do contrário, deveria existir antes de existir. Assim, o Universo precisa de uma causa primeira não causada. Os cientistas sabem dessa implicação teológica do modelo, mas fogem dela chamando-a de “singularidade” – para evitar o termo “milagre”.

Mudando de assunto, mas relacionando-o à descoberta dos cientistas premiados, nos domínios da biologia, presença de informação complexa, máquinas moleculares e sistemas de complexidade irredutível não seriam também evidências indiretas da existência de um Designer inteligente? Ou os biólogos evolucionistas estariam tão “contaminados” pelo naturalismo filosófico que rejeitariam as evidências para salvar uma hipótese que nega o teísmo? Por que não seguem os passos dos físicos e astrônomos e admitem possibilidades calcadas em evidências, até que se possa provar o contrário?

Michelson Borges

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