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22 de setembro de 2015 11:42

CULTURA E POLÍTICA

Por Enfoque Jurídico

* Celso Barros Coelho

img_livrosA Academia é um espaço de liberdade e convívio. O convívio com liberdade é a nota que apresentam as academias, de um modo geral, e, em relação à Academia Piauiense de Letras, é uma nota constante, pois ali, em suas reuniões semanais ordinárias ou especiais, a livre discussão de problemas próprios da área acadêmica e das demais áreas de cultura e do conhecimento, é mais do que uma tertúlia, é um compromisso intelectual.

Nos debates de natureza política, ­suscitados pelos candidatos no período eleitoral, falta a manifestação explícita em prol da cultura ou ainda, de programa voltado, especificamente, para ­esse campo.

Os que apreciam a cultura e defendem os valores a ela inerentes constituem uma minoria e talvez por serem consideradas pessoas independentes em suas ideias e opções políticas, é que as questões ligadas diretamente à cultura despertam pouco interesse na escala do debate político, ou antes, eleitoral.

O conceito de cultura é muito abrangente e está ele implícito nos temas que versam sobre educação, níveis de ensino, projetos de saúde, metas de desenvolvimento econômico e social, participação da vida comunitária, meio ambiente, urbanização e outros.

Talvez por isso a cultura em si mesma é colocada em plano secundário na discussão eleitoral, quando se sabe que é a partir da abordagem temática da cultura que melhor se definem os rumos da política e se encontram as soluções exigidas para a vida em sociedade e as diretrizes do governo.

Há uma estreita relação entre cultura e civilização.

O nível de cultura e de civilização é que molda a organização política e social de um povo e este se mostra tanto mais desenvolvido e aprimorado no processo de escolha de seus dirigentes quanto mais elevado for o nível em que ambas se situam.

Bem diversas em seus matizes e com objetivos que se não confundem, a cultura e a civilização chegam ao ponto comum de encontro e fusão quando miram o objeto em função do qual se colocam:o homem integral. Daí dizer um estudioso do tema que “Os conceitos de progresso, de crescimento e desenvolvimento do “homem todo e todo o homem”, encontram-se, de certo modo, implicados nos conceitos de “cultura” e “civilização” .      Surgem daí as várias teorias desenvolvidas, ao longo do tempo,em torno de tais conceitos,o que não vem ao caso relembrar.

Para o nosso propósito circunstancial,cumpre-nos afirmar que a Academia,lugar reservado às artes e às letras, em suas variadas manifestações, é também um lugar para o debate político e, podemos acrescentar – o mais sério debate – pois é aí que o homem se enriquece espiritualmente, compreende os seus ideais de vida, tem consciência de suas responsabilidades, descobre o valor da cidadania e se torna mais apto à arte de governar. Governar o Estado ou governar a Cidade, em perfeita sintonia com o interesse público, exige transparência nas ações e independência nas atitudes.

A negação de tudo isso: a demagogia, o carreirismo e a falta de coerência nos princípios.

CELSO BARROS – ADVOCACIA E CONSULTORIA desde 1955 / Rua Coelho Rodrigues, 2052, Centro, CEP 64000-080, Teresina-PI  /  celsobarros@celsobarros.com.br  /   www.celsobarros.com.br

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